Em sessão realizada há um ano o Tribunal Superior Eleitoral confirmava a sentença proferida pelo próprio órgão em 30 de novembro de 2008 cassando os mandatos do então governador Cássio da Cunha Lima, e do seu vice, José Lacerda Neto. Um dia antes, o ministro Joaquim Barbosa, alertava: "Ou o absolvemos ou o removemos de vez do cargo. Justiça sem credibilidade não é nada". Também dias antes, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, mandara arquivar ação cautelar proposta por Lacerda Neto, que pretendia suspender a decisão de novembro. O Tribunal acabou sentenciando o governador por “abuso de poder econômico, político e prática de conduta vedada a agente público nas eleições de 2006”.
Pela primeira vez na Paraíba um governador era flagrado e condenado com perda de mandato. Definida a cassação, o punido ainda ingressou com uma Ação Cautelar junto ao STF pedindo suspensão liminar da decisão tomada pela Justiça Eleitoral, que foi negada pelo ministro Celso de Mello. Tomava posse, então, o segundo colocado, o atual governador José Maranhão, com a tarefa de recuperar dois anos perdidos de um mandato conquistado por Cunha Lima de maneira irregular, segundo a Justiça. Infelizmente, não havia - como continua não havendo - pelas regras vigentes, condições de reaver fisicamente o tempo perdido, resultando em prejuízo da aplicação do programa defendido pelo grupo esbulhado pelas práticas condenadas pela Justiça.
Dispôs-se José Maranhão, entretanto, com a experiência de quem já tinha governado o estado entre 1995 e 2002, em recobrar o tempo perdido. Transformar dois anos em quatro, era o desafio, constatado, pouco a pouco, como ainda mais difícil por conta das bombas que ficaram chiando, em forma, principalmente, de inadimplências junto ao governo federal, para citar as menos graves. Contudo, hoje, segundo os números do governo estadual, a Paraíba transformou-se num imenso canteiro de obras. O ritmo das obras do PAC, do Governo Federal, sob responsabilidade do estado, decuplicou em velocidade. A população, dizem as pesquisas, está satisfeita. Os prefeitos, em sua maioria, apóiam o governo PMDB-PT. Mas, acima de tudo, o importante é que se fez Justiça.
Impunidade
“Apesar da demora da decisão, a sociedade tem razões, portanto, para estar otimista (...). A argumentação de que o TSE não está respeitando o resultado das urnas é absurda: o eleitor conferiu a estes homens públicos mandatos, e não atestados de impunidade”. De editorial do jornal Zero Hora, um dos mais importantes do Sul do país, em 20 de janeiro de 2009, três dias após a decisão tomada pelo TSE.
(Publicado na Coluna de Hélder, do Correio da Paraíba, edição desta quarta-feira, 17.02.2010)
Neste espaço, você pode deixar o seu comentário sobre a notícia. Porém, a editoria deste site destaca que as opiniões expressadas pelos internautas são de responsabilidade dos mesmos.
vitalpontes@hotmail.com
Sérgio, posso não conhecer tudo da política,mais boa parte sim.tenho um alerta à fazer.Os Maranhistas estão sento vítima do fogo amigo,O governador presisa urgente tomar uma atitude dura com os Cassistas que se encontram nos cofres do Estado"DEMITI-LOS". Essas vagas pertencem a quem realmente vota em Maranhão.um Cassista pode têr a chave do palácio e mesmo assim ele não vota em meu Governador.Direcionar a vista para os que sofreram com o longo julgamento da cassassão é uma atitude acertada.Não deixe que o velho dizer popular se realize"SANTO DE CASA NÃO OBRA MILAGRES" .Não acredite que o bom filho a casa torna se esse não tiver uma atenção especial.Vamos a reeleição se assim ALLAH permitir.
israellsgomes@gmail.com
Eu sou fã desse cara! Ele manja tudo de politica local e nacional.
Coperight 2010 - Araruna PB - Todos os direitos reservados