É certo se afirmar que o inicio da urbanização em Araruna se deu por conta da Igrejinha de Santo Antonio, através da fé de Feliciano Soares, porém o desenvolvimento de fato em Araruna se deu por conta da criação de um mercado. Araruna possuía poucas ruas nos idos de 1845, e que mesmo com a construção de sua nova igreja matriz, a cidade não crescia em sua direção, foi apenas em 1908, quando foi construído o Velho Mercado, que de fato a cidade criou impulso de desenvolvimento.
A História do Mercado foi tão reconhecida que ganhou até um livro, "O Velho mercado de Araruna e seus arredores', DE HUMBERTO FONSÊCA DE LUCENA.
O Mercado nasceu da idéia de um jovem chamado Amâncio Ramalho, a pedidos da família Targino, que embora trouxesse benefícios ao município, não se podia negar que por trás havia um interesse econômico, pois sabiam que a área em redor do mercado seria um local privilegiado em Araruna, por isso o Major Pedro Targino e seu irmão Coronel Gino trataram logo de comprar terrenos em volta do futuro mercado, pode até hoje notar no casario perto do Mercado, que todas as construções possuem um mesmo brasão, o brasão da família Targino, com ramos de café, que fazia parte da riqueza do município á época.
E era neste mercado, que funcionava dentro e fora, um dos mais dinâmicos comércios da região, a feira de Araruna, que passou a ser sem em seu redor, e os maiores comerciantes instalaram suas vendas e bodegas dentro ou em sua área de influência.
O Velho Mercado foi tão importante que podemos dividir a história da urbanização de Araruna pelo seu antes e depois, em três períodos distintos.
1º período: vai desde a fundação do povoado em 1845, até a construção do mercado em 1908, durou 63 anos;
2º período: iniciado com a construção do Antigo Mercado em 1908, até sua desativação em 1967, durou 59 anos;
3º período iniciado após a construção do Novo Mercado em 1967, até os dias atuais.
A importância do Velho Mercado foi tanta, que Araruna era uma antes dele e outra após sua construção, em seu primeiro período Araruna possuía poucas ruas e estas eram mal planejadas, e caracterizadas pela pobreza na estética de suas construções. Após a fundação do Mercado, Araruna viveu seu momento áureo, pois foram construídas muitas casas em seu redor, ligando com a Igreja Matriz, até então isolada, e dando ao município um aspecto urbano paisagístico muito evoluído a época, com residências de alto valor histórico e arquitetônico, com ruas alinhadas e organizadas. Além de ser o coração da cidade, pois era nele (no Mercado), que os principais acontecimentos de valor para a sociedade se manifestavam, seja na troca e venda de produtos, ou numa simples conversa entre amigos.
Em 1967 o prefeito Targino Pereira da Costa (neto do Coronel Gino e atual prefeito de Tácima-PB), teve a idéia de expandir ainda mais o horizonte urbano da cidade, construindo um Novo Mercado, em outra área da cidade, o que princípio não agradou aos comerciantes que tiverem que se deslocar mais deu mais uma vez impulso ao crescimento de Araruna.
Vale lembrar que tanto o mercado, quanto as edificações em seu redor foram tombadas e restauradas no tempo, pelo Governo da Paraíba, através do Conselho de Proteção dos bens Históricos Culturais-CONPEC, com a iniciativa do Governador José Maranhão.
Atualmente, com interesse de dar uma serventia mais nobre ao edifício, a prefeita de Araruna, Drª Wilma Maranhão, deu inicio a restauração do prédio do antigo mercado, com intuito de torná-lo mais útil a população, fazendo dele um verdadeiro palco de manifestações artístico-culturais de Araruna, onde o Velho Mercado será de verdade um Centro Cultural, destinação mais do que justa, ao prédio que mudou a história da cidade por tantas vezes.
O Velho Mercado, não há como negar, foi uma das transformações mais importantes de Araruna, dando um sopro de vida a velha vila e tornando-a uma das cidades mais importantes do Agreste Paraibano, traduzido na vitalização do comércio e na movimentação cultural e social do lugar. Afinal qual é o ararunense, que ao recordar-se da terra, não lhe vem à mente a imagem do Velho Mercado junto à Praça João pessoa e a Igreja Matriz?
Da Redação/Wellington Rafael
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naiarinhafialho_15@hotmail.com
Caramba, preciso falar que fiquei encamntada coma Praça João Pessoa, no ano de 1941, era LINDA demais, com aquela barraquinha no meio. Queria que fosse daquele geitoo.!!
elaine.fviana@bol.com.br
Parabéns ao redator por recordar essa história que é tão linda. Eu mesma tive o privilégio de estudar lá quando era criança. Apesar de ter derrubado uma amiguinha na quina do tanque de água, mas ela não se machucou tanto.Ficou grandes recordações de minha infância aí. Amo Araruna e sempre amarei. Esse é o meu blog e eu o fiz pq morro de saudade de minha terra.
ana-lucia@hotmail.com
Sobre o velho mercado de araruna,eu como conterranea tenho belas lembranças, do tempo de minha juventude, em que passear em redor, do mercado era ponto marcante,lugar atè das paqueras então,fico muito feliz, em saber que estar bem conservado,fazendo parte do patrimonio historico da minha terra natal.
santinosantos@hotmail.com
O Parque Estadual da Pedra da Boca está situado no município de Araruna/PB, porém tem como principal porta de acesso o município de Passa-e-Fica/RN. Com uma reserva de 156 hectares possui um belíssimo patrimônio geológico, repleta de cavernas, rochas com agarras naturais e as mais diferentes formações rochosas, ideais para a prática de esportes de aventura. Nesta região destaca-se a Pedra do RN, a Pedra da Caveira, a Mata do Gemedouro e o Açude do Calabouço. O local é formado por várias serras de pura rocha que escondem dezenas de cavernas e grutas. Muitas ainda inexploradas, algumas com pinturas rupestres. A região era ocupada primitivamente por várias tribos indígenas da imponente nação Tapuia. Hoje, é freqüentado pelos alpinistas de todo Brasil. A vegetação é predominantemente composta por árvores baixas, entrecortada por mangueiras, coqueiros, palmeiras, juazeiros, que insistem em manter o verde mesmo em épocas de seca. Possui uma grande quantidade de pontos propícios à abertura de trilhas. Pode-se encontrar desde rampas pouco inclinadas, à negativa e tetos, com direito a fissuras e chaminés, e até mesmo grutas no meio da rocha, como é o caso da Pedra da Caveira ou a própria Pedra da Boca.
walbertofajr@gmail.com
A reforma desses espaços históricos, que tiveram a sua contribuição para o desenvolvimento econômico, e eternizá-los transformando-os em centros culturais, como a do mercado é muito importante, mais precisamos ter e fazer cultura popular para preenchermos esses espaços.
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